Responsável:
João e Murilo Cardoso de Castro
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Declaration of views_handler_field_user::init() should be compatible with views_handler_field::init(&$view, $options) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/modules/user/views_handler_field_user.inc on line 47.
  • strict warning: Declaration of views_handler_field_node_new_comments::pre_render() should be compatible with views_handler_field::pre_render($values) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/modules/comment/views_handler_field_node_new_comments.inc on line 100.
  • strict warning: Declaration of views_handler_argument::init() should be compatible with views_handler::init(&$view, $options) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/handlers/views_handler_argument.inc on line 744.
  • strict warning: Declaration of views_handler_filter::options_validate() should be compatible with views_handler::options_validate($form, &$form_state) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/handlers/views_handler_filter.inc on line 607.
  • strict warning: Declaration of views_handler_filter::options_submit() should be compatible with views_handler::options_submit($form, &$form_state) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/handlers/views_handler_filter.inc on line 607.
  • strict warning: Declaration of views_handler_filter_boolean_operator::value_validate() should be compatible with views_handler_filter::value_validate($form, &$form_state) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/handlers/views_handler_filter_boolean_operator.inc on line 159.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_validate() should be compatible with views_plugin::options_validate(&$form, &$form_state) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.
  • strict warning: Declaration of views_plugin_row::options_submit() should be compatible with views_plugin::options_submit(&$form, &$form_state) in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/plugins/views_plugin_row.inc on line 134.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/views.module on line 906.
  • strict warning: Non-static method view::load() should not be called statically in /home4/mccastro/public_html/filoinfo/modules/views/views.module on line 906.

CIÊNCIA E TÉCNICA

Desde logo, porém, encontramos um segundo obstáculo. É verdade que se trata de um "mata-burro", e do qual temos escrúpulo em falar, a tal ponto foi debatida a questão. A relação entre ciência e técnica é um desses temas clássicos do bacharelado, uma vez vestida de todos os ouropéis da ciência experimental do século XIX. Sabem todos que a técnica é uma aplicação da ciência e, mais particularmente, sendo a ciência especulação pura, a técnica surgirá como o ponto de contato entre a realidade material e o resultado científico, mas também como resultado experimental, como aplicação das provas, que serão adaptadas à vida prática.

Essa ideia tradicional é radicalmente falsa. Não explica senão uma categoria científica e durante breve lapso de tempo: só é verdadeira para as ciências físicas e para o século XIX. Não se pode, pois, de modo algum, fundar nessa ideia uma consideração de ordem geral, quer dizer, como o estamos tentando, uma visão atual da situação.

Do ponto de vista histórico, uma simples observação destruirá a segurança dessas soluções: historicamente, a técnica precedeu a ciência, pois o homem primitivo conheceu técnicas. Na civilização helênica, foram as técnicas orientais que chegaram em primeiro lugar, não derivadas da ciência grega. Logo, historicamente, a relação ciência-técnica deve ser invertida.

A técnica, no entanto, só receberá seu impulso histórico após a intervenção da ciência. A técnica deverá, então, esperar pelo progresso da ciência. Nessa perspectiva histórica, observa com razão Gille: "A técnica, por suas repetidas experiências, propôs os problemas, revelou as noções e os primeiros elementos cifrados, mas precisa esperar as soluções" que vêm da ciência.

Quanto ao nosso tempo, é bem certo que a mais rápida observação do horizonte permite conceber uma relação inteiramente outra; de qualquer modo, o que parece fora de dúvida é que a fronteira entre o trabalho técnico e o trabalho científico não é nada clara.

Quando se fala, no domínio da ciência histórica, de técnica histórica, é todo um trabalho de preparação que assim se designa: pesquisa dos textos, leitura, restauração dos monumentos, crítica e exegese, todo um conjunto de operações técnicas que devem chegar à interpretação, em seguida à síntese histórica, que é o verdadeiro trabalho científico. Encontramos aqui, portanto, uma precedência da técnica.

Sabe-se, aliás, que em certos casos, mesmo em física, que a técnica precede a ciência. O exemplo mais conhecido é o da máquina a vapor. É uma pura realização do gênio experimental: a sucessão das invenções e dos aperfeiçoamentos de Caus-Huygens, Papin, Savery, etc... repousa em experiências práticas. A explicação científica dos fenômenos virá mais tarde, com dois séculos de atraso, e será muito difícil de encontrar. Estamos muito longe, portanto, do encadeamento mecânico da ciência e da técnica. A relação não é tão simples; há cada vez mais interação: toda pesquisa científica utiliza atualmente um enorme aparelhamento técnico (é o caso das pesquisas atômicas). E muitas vezes é uma simples modificação técnica que permite o progresso científico.

Quando esse meio não existe, a ciência não avança: assim, por exemplo, Faraday teve a intuição das descobertas mais recentes sobre a constituição da matéria, mas não pôde chegar a um resultado preciso porque a técnica do vazio não existia em seu tempo: ora, foi por essa técnica de rarefação dos gases que se chegou a resultados científicos. Do mesmo modo, o valor médico da penicilina foi descoberto em 1912 por um médico francês, mas ele não dispunha de nenhum meio técnico de produção e conservação, o que o levou a suspeitar da descoberta ou, ao menos, a abandoná-la.

A maior parte dos pesquisadores de laboratório são técnicos que fazem um trabalho muito diferente do que se imagina ser o trabalho científico. O cientista não é um gênio solitário. "Trabalha em equipe, e consente em renunciar à liberdade das pesquisas e à paternidade de sua invenção em troca do auxílio pessoal e do material que lhe oferecem os grandes laboratórios: são as duas condições indispensáveis; sem elas um pesquisador não pode esperar a realização de seus projetos..." (Jungk). Parece que a ciência pura tende a desaparecer deixando lugar a uma ciência aplicada que às vezes revela perspectivas fecundas a partir das quais novas pesquisas técnicas se tornam possíveis. Inversamente, modificações técnicas, em aviões por exemplo, que podem parecer simples e de ordem puramente material, supõem um trabalho científico muito complexo. Isso se verifica com o problema proposto pelas velocidades supersônicas. É igualmente o conceito de Wiener para o qual os cientistas das novas gerações nos Estados Unidos são antes de mais nada técnicos, que nada sabem pesquisar sem enorme quantidade de homens, de dinheiro e de máquinas.

Ora, essa relação entre ciência e técnica ainda se torna mais obscura quando consideramos os domínios mais recentes, nos quais não há fronteira.