Santos

SANTOS, Milton. Por uma Nova Geografia. São Paulo: Hucitec, 1978 / Pensando o Espaço do Homem. São Paulo, Hucitec, 1982 / “1992: A Redescoberta da Natureza”, Aula inaugural da FFLCH/USP, 1992 / Técnica, Espaço e Tempo. São Paulo: Hucitec, 1994 / A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1995.

Ontogenia comum?

  1. ontogênese comum do sig e deste “meio”. Nossa  colocação se assenta no entendimento de que o sig é, entre tantos outros, um objeto "técnico-científico-informacional", por conseguinte, ideal e substancialmente vinculado ao referido “meio”.

Meio Técnico-Científico-Informacional

Direcionando o objeto de estudo da Geografia para “os fatos referentes à gênese, ao funcionamento e à evolução do espaço” [Santos, 1978, p.117], Santos se dedica através de sua imensa obra “a correta definição de suas categorias analíticas, sem a qual estaríamos impossibilitados de desmembrar o todo através de um processo de análiseÉ interessante notar esta colocação de categorias analíticas sob um idéia articuladora, no caso espaço, como se assemelha a proposta platônica: “primeiro, a reunião de particularidades dispersas sob uma única Idéia, para que todos compreendam o que está sendo

Meio técnico-científico-informacional

A concepção de um “meio técnico-científico-informacional”, proposta por Milton Santos (1994), impondo um novo sistema da natureza, parece se assemelhar bastante a esta ideia de Natureza Terceira. Santos afirma que o “meio técnico-científico-informacional” é a nova cara do espaço e do tempo, onde progressivamente “se instalam as atividades hegemônicas, aquelas que têm relações mais longínquas e participam do comércio internacional, fazendo com que determinados lugares se tornem mundiais”.

"Meio" em Milton Santos

As ideias do geógrafo Milton Santos, particularmente sua construção teórica sobre o espaço geográfico e o meio técnico-científico-informacional , atravessam esta Flatland , rompendo com sua forma estática, balizada pelos eixos Sociedade e Natureza. As ideias de Milton Santos, embebidas nesta matriz conceitual vidaliana, aplicam, sobre a visão de uma «geo-grafia» da Flatland , fundada na relação estática entre Sociedade-Natureza, uma força vivificadora, que lhe confere uma nova potencialidade, de grande vigor epistemológico e metodológico.