pensadores:schumacher:niveis-de-ser
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| + | ====== Níveis de ser ====== | ||
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| + | * A progressão da passividade para a atividade ao longo dos quatro Grandes Níveis de Ser | ||
| + | * A passividade pura do reino mineral, onde a matéria inanimada é um objeto totalmente dependente das circunstâncias | ||
| + | * A passividade predominante, | ||
| + | * A mudança marcante para a atividade no reino animal, com a aparição da consciência, | ||
| + | * A afirmação do sujeito pessoal no nível humano, com a capacidade de autossuperação e de controle sobre o ambiente, apesar das limitações práticas | ||
| + | * A extrapolação imaginativa ou intuitiva para um Ser totalmente ativo e autônomo, o Deus pessoal ou "Motor Imóvel", | ||
| + | * A mudança na origem do movimento como aspecto da progressão da passividade para a atividade | ||
| + | * O movimento por causa física estrita e o estreito vínculo causa-efeito no nível da matéria inanimada | ||
| + | * A complexificação da cadeia causal no nível vegetal, onde fatores físicos atuam também como estímulo | ||
| + | * A adição do fator motivacional de origem interna, não física, no nível animal, eficaz apenas com a presença física do motivo | ||
| + | * O aparecimento da vontade no nível humano, como motivação adicional que permite agir com base no insight ou na antecipação de possibilidades futuras | ||
| + | * A extrapolação para um Nível de Ser supra-humano com perfeita presciência do futuro e perfeita liberdade de movimento, completando a progressão | ||
| + | * A progressão da necessidade para a liberdade como faceta relacionada com a passividade-atividade | ||
| + | * O domínio da necessidade pura no nível mineral, onde a indeterminação quântica representa a antítese da liberdade | ||
| + | * A criação do " | ||
| + | * A constatação de que o ser humano age mecanicamente a maior parte do tempo, e que a liberdade é acordada com o uso da autoconsciência | ||
| + | * A analogia entre a liberdade e a riqueza: o homem não é livre por natureza, mas pode fazer de sua meta tornar-se livre | ||
| + | * A imaginação de um Ser perfeito que exerce plenamente e invariavelmente o poder da autoconsciência, | ||
| + | * A progressão marcante em direção à integração e à unidade interior | ||
| + | * A ausência de integração e de Gestalt no nível mineral, permitindo a subdivisão sem perda de caráter | ||
| + | * A unidade interior fraca no nível vegetal, onde partes podem sobreviver separadas do todo | ||
| + | * A integração biológica forte, mas integração mental modestíssima, | ||
| + | * A integração biológica harmoniosa no homem, com integração mental aperfeiçoável, | ||
| + | * A citação da Epístola de São Paulo aos Romanos sobre o conflito interior: "Meu próprio comportamento me deixa perplexo. Pois me vejo não fazendo o que realmente quero fazer, mas fazendo o que realmente detesto." | ||
| + | * A definição de integração como a criação de uma unidade interior, um centro de força e liberdade, que permite ao ser passar de objeto a sujeito | ||
| + | * A exposição escolástica de São Tomás de Aquino sobre a progressão da integração | ||
| + | * A citação da Summa contra Gentiles sobre a emanação nos seres inanimados, que ocorre apenas pela ação de um sobre o outro | ||
| + | * A descrição do primeiro vestígio de vida nas plantas, onde a emanação procede de dentro, ainda que de forma imperfeita e dependente de um princípio externo | ||
| + | * A descrição da vida sensitiva nos animais, onde a emanação, começando de fora, termina dentro, sendo mais íntima, mas ainda não perfeita por ocorrer sempre de uma coisa para outra | ||
| + | * A definição do mais alto grau de vida como a vida intelectual, | ||
| + | * A gradação da vida intelectual, | ||
| + | * A conclusão de que " | ||
| + | * A progressão da visibilidade para a invisibilidade como facetas da hierarquia dos Níveis de Ser | ||
| + | * A correlação entre o aumento da interioridade e a diminuição da visibilidade aos sentidos externos | ||
| + | * O interesse principal nos fatores invisíveis: | ||
| + | * A descrição incisiva de Maurice Nicoll sobre a " | ||
| + | * A citação de Maurice Nicoll sobre a dificuldade de compreender que a vida é "o drama do visível e do invisível" | ||
| + | * A projeção da progressão para Níveis de Ser totalmente invisíveis acima do homem, cuja realidade foi crida ao longo da história | ||
| + | * A relação entre o grau de integração e a riqueza do " | ||
| + | * A ausência de " | ||
| + | * O " | ||
| + | * O " | ||
| + | * A capacidade humana de ser capax universi, de trazer todo o universo para a sua experiência | ||
| + | * A correlação direta entre a altura do Nível de Ser de uma pessoa e a grandeza e riqueza do seu mundo | ||
| + | * O mundo pobre e desolador daquele que, como o materialista, | ||
| + | * A extrapolação para o nível Divino, onde o Ser é capax universi na perfeição, | ||
| + | * A dimensão temporal da riqueza do " | ||
| + | * O tempo como mera duração no nível mais baixo | ||
| + | * O tempo como experiência do presente, ampliado pela memória e pela previsão, nos seres conscientes | ||
| + | * O alargamento do " | ||
| + | * A noção do "agora eterno" | ||
| + | * A legitimidade da explicação teleológica em função do Nível de Ser em análise | ||
| + | * A defesa de que a questão das causas finais deve ser respondida com referência ao Nível de Ser do fenômeno | ||
| + | * A rejeição da teleologia para a matéria inanimada, mas a sua legitimidade para o nível humano | ||
| + | * A abertura à possibilidade de vestígios de ação teleológica nos níveis intermédios | ||
| + | * A analogia da pirâmide invertida e a descrição do homem como um ser de múltiplos corpos ou aspectos | ||
| + | * A comparação dos quatro Grandes Níveis de Ser a uma pirâmide invertida, onde cada nível superior compreende o inferior e está aberto a influências superiores | ||
| + | * A fórmula do homem como m + x + y + z | ||
| + | * A correspondência com as doutrinas que descrevem o homem com quatro " | ||
| + | * A simplificação para uma visão tríplice do homem como corpo (m+x), alma (y) e espírito (z) | ||
| + | * A simplificação posterior para uma visão dualista de corpo e alma, e a eventual negação da alma pelo materialismo científico | ||
| + | * A visão do materialismo científico como geradora de um cosmos sem sentido e de um homem acidental | ||
| + | * A caracterização do universo materialista como um caos de partículas sem propósito ou significado | ||
| + | * A consequência lógica de ver o homem como um caos de partículas, | ||
| + | * O questionamento sobre se esta imagem faz sentido face à experiência real que se pode ter da hierarquia dos seres | ||
| + | * A conclusão fundamental sobre a natureza " | ||
| + | * A reafirmação da impossibilidade de fechar a mente às escalas verticais e descontinuidades após a contemplação dos quatro Grandes Níveis de Ser | ||
| + | * A visão do homem como " | ||
| + | * A compreensão da autoconsciência como um poder de potencial ilimitado que não apenas torna o homem humano, mas lhe dá a possibilidade de se tornar sobre-humano | ||
| + | * A citação da máxima escolástica que sintetiza este insight: "Homo non proprie humanus sed superhumanus est", significando que para ser propriamente humano, deve-se ir para além do meramente humano | ||
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