====== Tratamento dos dados ====== //Bernard Dantier (8 décembre 2008) Textes de méthodologie en sciences sociales. “La représentation et l’étude visuelles des informations: Jacques Bertin, Sémiologie graphique// De fato, graças ao computador, o processamento de dados está se desenvolvendo de forma prodigiosa. Sabe-se que “compreender” significa reduzir a infinidade de “dados” que nos assaltam ao pequeno número de “informações” que somos capazes de levar em conta em relação a um determinado problema. E a psicologia demonstra que esse número gira em torno de três e praticamente nunca ultrapassa sete. O processamento de dados busca os métodos menos questionáveis para alcançar essa redução indispensável. Nossos mestres, que não dispunham de computadores e, em geral, desconheciam as permutações matriciais, operavam por reduções sucessivas. O tempo necessário definia a escala das pesquisas possíveis. Com o computador, todas as comparações parecem agora acessíveis e não representam mais um problema de tempo. O computador fornece a redução almejada. E pronto! //Viva a inteligência “artificial”.// Não precisamos mais pensar! Felizmente, sim! Ainda precisamos pensar, pois os matemáticos perspicazes estão descobrindo que as poderosas ferramentas que acabaram de criar levam os pesquisadores a deixar de refletir. Ora, não basta ter “passado os dados para o computador” para ter realizado um trabalho científico. Eles descobrem e escrevem que as etapas mais importantes não são aquelas que podem ser automatizadas, mas sim aquelas que //antecede//m e aquelas que //seguem// os processamentos automáticos. Estes, de fato, levantam duas novas questões: A – Quais reduções devemos considerar? De fato, assim que a tabela de dados é grande, descobrimos respostas diferentes dependendo do tipo de cálculo utilizado. Assim, tal como nossos “antecessores”, nos deparamos com um problema de escolha: escolha de subconjuntos pertinentes, de ponderações, de exclusões, mas também escolha de cálculos de distâncias e escolha de algoritmos. //Que computador nos dirá que lhe falta tal algoritmo?// B – Os dados inseridos na máquina são pertinentes ao problema em questão? De fato, as respostas fornecidas pelo computador são construídas “dentro do quadro finito” dos dados inseridos na máquina. Mas esse conjunto finito, extraído do infinito das possibilidades, será o melhor? As primeiras reduções estabelecidas pelo cálculo levam, na maioria das vezes, a criticar os dados e a imaginar novos. //Que computador nos dirá que lhe faltam tais “ dados ” ?// Essas duas questões implicam que recorramos a elementos externos — que são nossos conhecimentos e nossa intuição — para imaginar dados e relações que ainda não foram ensinados à máquina. Essas duas questões nos remetem a nós mesmos, ou seja, à inteligência “natural” (se é que a inteligência pode ser definida com clareza). //Todo o problema agora consiste em proporcionar a essa inteligência natural o melhor suporte possível; em outras palavras, a memória artificial mais eficiente, levando em conta nossos meios naturais de percepção.// Essa memória artificial deve transcrever um grande volume de dados. Ela deve mostrar os agrupamentos de objetos e caracteres, bem como as exceções a esses agrupamentos — exceções capazes de orientar a interpretação, matizá-la e suscitar novas pesquisas. Por fim, ela deve poder ser facilmente modificada, de acordo com as diversas observações que tornou possíveis. {{tag>Bertin simbologia semiologia Cartografia Geografia}}