====== Rojcewicz ====== //ROJCEWICZ, Richard. The Gods and Technology. A Reading of Heidegger. New York: SUNY, 2006// ** Prefácio ** ** Introdução ** ** Parte I. Tecnologia Antiga ** * As quatro causas como obrigações, como preparação do terreno * A chamada causa eficiente em Aristóteles * A causalidade como leitura de Heidegger * Deixar, deixar ativo, deixar até o fim * Produzir, trazer à tona, natureza * Manufatura e contemplação * Trazer à tona como desencobrimento * Olhar revelador * Tecnologia e verdade * O conceito grego de [[lx>termos:t:techne|techne]] * A prática tecnológica antiga como [[lx>termos:p:poiesis|poiesis]] ** Parte II. Tecnologia Moderna ** * Tecnologia antiga versus moderna * A tecnologia moderna como desafio: a engrenagem e o capacitor * A tecnologia moderna como imposição * A tecnologia moderna como arrebatamento * A tecnologia moderna como disposição * "Descartáveis" * [[lx>termos:g:ge-stell|Ge-stell]], a "imposição abrangente" * A essência da tecnologia moderna como nada tecnológico * A ciência como arauto * A ciência como mediadora * Causalidade; física moderna * A novidade da tecnologia moderna ** Parte III. A Questão da Tecnologia ** * Perguntar sobre e perguntar por * Destino enviado, história, cronologia * Liberdade * Apressamento * Perdição * O perigo * O mais alto perigo * A ocultação da poiesis * Aquilo que pode salvar * O sentido de essência * Suportar * Doação * A essência como algo doado * A doação como aquilo que pode salvar * O mistério * A constelação * Transição para a questão da arte ** Parte IV. Arte ** * Estética (metafísica) versus filosofia da arte (ontológica) * A arte como propriamente poesia * Arte e a história do Ser * Arte e tecnologia * Questionamento ** Parte V. Desprendimento ** * Contemplação; Desprendimento ([[lx>termos:g:gelassenheit|Gelassenheit]]) * Abertura ao mistério, autoconia, obras humanas duradouras * Conclusão: fenomenologia, improvisação sobre a piedade na arte ---- **Prefácio** 1. Este estudo retoma e reexamina, longamente, um breve texto no qual Martin Heidegger projetou uma filosofia da técnica, oferecendo uma leitura cuidadosa e simpática desse texto em seus próprios termos. * A filosofia da técnica heideggeriana é situada dentro do empreendimento filosófico global do pensador, seguindo-se até o fim certos caminhos que conduzem, não raramente, à filosofia grega antiga e, por vezes, à física moderna. * Permanece sempre próxima à superfície a temática da piedade ([[lx>termos:f:frommigkeit|Frömmigkeit]]), especialmente característica do período tardio de Heidegger, estando em jogo, ao longo de todo o estudo, aquilo que se entende como a piedade humana própria diante de algo ascendente sobre os homens, diante dos deuses. * O foco permanece intensamente concentrado, e o objetivo não é outro senão uma exposição penetrante de um texto clássico da filosofia continental do século vinte. 2. Questiona-se se tal leitura poderia ainda ser urgente ou mesmo necessária hoje, cinquenta anos após o aparecimento de "Die Frage nach der Technik", diante da possibilidade de que os recursos da filosofia da técnica de Heidegger já estivessem esgotados. * Indaga-se se não seria já tempo de passar da exposição ao julgamento, ou mesmo, tendo em vista as inclinações políticas condenáveis de Heidegger, ao descarte de seu pensamento. * Supõe-se que todos já estariam familiarizados com essa filosofia da técnica em seus próprios termos: a Armação ([[lx>termos:g:gestell|Gestell]]), o poder salvador (das [[lx>termos:r:rettende|Rettende]]), o em-reserva sem objeto ([[lx>termos:b:bestand|Bestand]]), a constelação ([[lx>termos:k:konstellation|Konstellation]]), a redeterminação do sentido de essência como concessão ([[lx>termos:g:gewahren|Gewähren]]), entre outros. * Pergunta-se, contudo, se todos esses termos, ainda que exprimam genuinamente as ideias de Heidegger, permanecem em grande parte indeterminados e merecedores de exame mais atento. * A premissa modesta assumida é a de que os leitores de Heidegger, o presente leitor incluído, ainda lutam para apreender aquilo que ali se pensa, não tendo dominado nem superado sua filosofia da técnica. 3. Não se pretende pronunciar a última palavra sobre a filosofia da técnica de Heidegger, nem tampouco se reivindica oferecer a primeira palavra, no sentido de uma exposição definitiva que assentaria toda discussão subsequente em terreno seguro. * Busca-se apenas dar um passo mais próximo às questões genuinamente em causa no pensamento de Heidegger. * Assim, as páginas que se seguem, mesmo reivindicando certa originalidade, fundem-se ao esforço geral de toda a literatura secundária sobre Heidegger. {{tag>Rojcewicz técnica Heidegger}}