A exclusão não é indiferença ou ausência de relação. É uma ação que produz efeitos e deixa marcas.
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“Um sentir carrega as cicatrizes de seu nascimento; recorda, como uma emoção subjetiva, sua luta pela existência; retém a impressão do que poderia ter sido, mas não é.”
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O que uma entidade evitou como dado para o sentir pode ainda ser parte importante de seu “equipamento”. O atual não pode ser reduzido ao mero fato divorciado do potencial.
As preensões negativas (eventualidades, “would-be's” de Peirce) dão plena importância às ações e escolhas efetivas, marcando sua necessidade por contraste.
Porém, as preensões negativas permanecem subordinadas às positivas. Sua função é realçar as preensões positivas, colocá-las em perspectiva através dos contrastes e escolhas.
Fundamento de um empirismo radical: incompatibilidades entre entidades estão ligadas a relações complexas emergentes do todo das relações que sustentam o universo. É uma questão de harmonias. Uma entidade excluída numa circunstância pode ser incluída em outra.
“Uma preensão negativa expressa um vínculo.”
Definição Técnica do Sujeito em
Procès et Réalité
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Termo técnico para designar o que emerge como novidade num processo de individuação.
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Sua atualização se dá por meio de capturas ou apropriações (preensões). O sujeito é um “vetor” que faz o “lá” passar para um “aqui”, unificando-o numa nova forma de existência (via rejeição de outras possibilidades reais e inclusões).
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O “sujeito” é o que experimenta a si mesmo como seu, uma singularidade preenchida com todo o universo de suas preensões, um “auto-gozo” entendido como a experiência intensiva da soma total de suas relações – uma experiência ao mesmo tempo privada e cósmica.