A fórmula alternativa por subtração progressiva de poderes a partir do ser humano:
A maior facilidade de compreensão do esquema descendente, baseado na experiência prática da perda dos fatores x, y e z
A incompreensibilidade da doutrina evolucionista da emergência espontânea dos poderes da vida, consciência e autoconsciência
-
A afirmação de que só se pode compreender, “em certo sentido”, aquilo que se pode fazer
-
A conclusão de que a emergência acidental de poderes que os seres humanos não podem criar é totalmente incompreensível
A hierarquia inquestionável dos quatro reinos, apesar das fronteiras por vezes disputadas
-
A caracterização do universo como uma grande estrutura hierárquica de quatro Níveis de Ser marcadamente diferentes
-
O reconhecimento de que cada nível é uma banda larga, com seres superiores e inferiores dentro dela
-
A afirmação de que a existência dos quatro reinos não é posta em causa pelas dificuldades de demarcação pontuais
As limitações das ciências físico-químicas e a crítica às pretensões reducionistas
-
A constatação de que a física e a química, que lidam com o nível mineral, não possuem conceitos para os fatores x, y e z
-
A analogia entre dizer que a vida é uma propriedade de átomos e dizer que Hamlet é uma propriedade de letras
-
A crítica às “ciências da vida” modernas por não estudarem a vida como tal, mas apenas o seu suporte físico-químico
A crítica ao tratamento reducionista da consciência animal e a sua influência na prática social
-
A afirmação de que descrever um animal como um sistema físico-químico complexo omite a sua “animalidade”
-
A constatação da influência ainda pequena da zoologia que vê nos animais mais do que máquinas complexas
-
O exemplo de como as teorias filosóficas absurdas, como a do “animal-máquina”, tendem a tornar-se prática normal
A confusão nas humanidades entre consciência e autoconsciência e as suas consequências para a definição do humano
-
A constatação de que as humanidades, que lidam com a consciência (y), raramente distinguem esta da autoconsciência (z)
-
A analogia entre estudar animais para entender o homem e estudar física para aprender sobre a vida
-
A afirmação de que tudo sobre o homem pode ser aprendido exceto o que o torna humano, o fator z
A importância relativa e a dificuldade crescente de compreensão dos fatores m, x, y e z
-
A constatação de que a importância dos fatores para a condução da vida aumenta na ordem m, x, y, z
-
A questão sobre a existência de algo para além do mundo material, levantada pela mentalidade moderna
-
A defesa de que o essencial é reconhecer a diferença qualitativa dos poderes, independentemente de teorias sobre a sua origem
A dificuldade de apreciar a autoconsciência e as definições degradantes do homem que daí resultam
-
A explicação de que a dificuldade em apreciar o fator z surge porque o superior compreende o inferior, mas não o inverso
-
A crítica às definições de homem como “animal inteligente”, “fazedor de ferramentas” ou “macaco nu”
-
A asserção de que nada é mais conducive à brutalização do mundo moderno do que definições degradantes do homem lançadas em nome da ciência
A autoconsciência como potencialidade ilimitada que define a natureza superior do homem
-
A citação de Shakespeare, “What a piece of work is a man! how noble in reason! how infinite in faculty!”
-
A citação de Werner Jaeger sobre a realização das potencialidades humanas como algo que, uma vez realizado, passa a existir
-
A citação de Catherine Roberts sobre a importância do conhecimento da humanidade superior para que todos saibam o que significa ser humano
-
A caracterização da autoconsciência como uma potencialidade ilimitada a ser desenvolvida por cada indivíduo para se tornar uma pessoa
A raridade e vulnerabilidade crescentes dos fatores x, y e z em comparação com a matéria (m)
-
A sequência de aumento da raridade e vulnerabilidade: a matéria (m) é indestrutível, a vida (x) é rara e precária, a consciência (y) é mais rara e vulnerável, e a autoconsciência (z) é a mais rara e preciosa
-
A constatação de que o estudo do fator z foi, em todas as épocas exceto a presente, a principal preocupação da humanidade
-
A formulação das questões sobre como estudar a autoconsciência, que é tão vulnerável e fugidia, e como estudar o “eu” que estuda
A natureza ontologicamente distinta e incommensurável dos quatro elementos m, x, y e z
-
A afirmação de que apenas a matéria (m) é diretamente acessível à observação científica objetiva pelos cinco sentidos
-
A defesa de que os outros três fatores são conhecidos pela verificação da experiência interior de cada um
A analogia dimensional para ilustrar a hierarquia ontológica e a realidade relativa dos níveis de ser
-
A comparação da descontinuidade ontológica com a descontinuidade de dimensões: a linha, a superfície e o sólido
-
A conclusão analógica de que só o homem possui existência “real” no mundo, por possuir as “três dimensões” da vida, consciência e autoconsciência
-
A constatação existencial de que o mundo mais “real” é o dos semelhantes humanos, sem os quais experimentamos um vazio enorme
O reconhecimento dos quatro elementos como mais importante do que a sua precisa identificação em cada caso
-
A distinção entre o reconhecimento da diferença qualitativa e a identificação problemática em casos fronteiriços
-
A afirmação de que as dificuldades de identificação e a possibilidade de mimicry do inferior em relação ao superior não invalidam a existência dos quatro níveis
-
A caracterização dos quatro elementos como mistérios irredutíveis que precisam ser observados e estudados, mas não podem ser explicados
O princípio de que o nível superior possui poder organizador sobre o inferior e a questão dos níveis acima do humano
-
A definição de que numa estrutura hierárquica, o superior possui poder sobre o inferior, podendo organizá-lo e utilizá-lo para seus propósitos
-
A menção à convicção histórica da maioria da humanidade de que a Cadeia do Ser se estende para cima, para além do homem
-
O registro de que os indivíduos considerados os mais sábios e maiores do passado partilhavam e consideravam profunda essa crença