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informatica:ei:ii-2

II.2 Mundo circundante e meio

Pensando a “questão da informática” com M. Heidegger

Murilo Cardoso de Castro. Tese de Doutorado, UFRJ 2005.

Segundo Sylvain Auroux (1990) o termo “meio” designa o que é posto entre pelo menos duas outras coisas, em particular, à igual distância entre elas. Por extensão, designa na filosofia de Aristóteles o que serve de intermediário (metaxu), por exemplo: na percepção, o meio do som é o ar.

Esta noção ganhou a conotação de um lugar indiferenciado onde se encontra um corpo, e mais recentemente de um espaço circundante de troca e interação com qualquer corpo nele localizado. De qualquer modo, os traços dominantes do meio são: sua exterioridade ao, seu circundamento ao, e sua interação com, o que nele está imerso.

Para avançar na reflexão sobre a essência da informática é preciso passar da tecnologia ao meio constituinte e constituído por esta mesma tecnologia. No pensamento de Heidegger o termo “meio” não é elaborado, embora sua meditação sobre “mundo”, “mundanidade” e “pobre em mundo” seja fundamental para uma possível aproximação da noção de meio.

O ponto de partida de uma analítica do Dasein começa justamente pelo exame da constituição ontológica designada “ser-no-mundo”. Esta expressão composta refere-se a um fenômeno de unidade, a partir do qual é possível examinar um de seus momentos estruturais, “em-um-mundo”. O único caminho para alcançar o fenômeno “em-um-mundo” é, por sua vez, resgatar a “mundanidade” do ente que o Dasein depara no mundo cotidiano mais próximo: o mundo circundante (Umwelt).

À sua época, Heidegger se defrontou com uma grande dificuldade face às distintas conotações de “mundo”, ao evocar o existencial “ser-no-mundo”. Mas, soube orientar sua formulação segundo um sentido próprio de unidade e totalidade, onde o ser do Dasein existe em um “circuito fechado”, o ser-no-mundo, como afirma Hervé Pasqua (1993).

Na expressão ser-no-mundo, mundo não é um continente de entes que contenha também o ser, como mais um de seus entes, assim como não é algo que se ajunte de fora, ao Dasein, como um ente a outro ente. O mundo faz parte do ser do Dasein, tem com ele uma relação essencial e não acidental.

Após discernir que o Dasein existe, é meu, e é autêntico ou inautêntico, Heidegger se volta para este existencial, ser-no-mundo, onde os traços de união denotam um fenômeno unitário, no qual se mantêm juntos os diferentes momentos estruturais que compõem o Dasein, entre os quais o “ser-em”.

O ser-em, ao contrário, significa uma constituição ontológica da presença e é um existencial. Com ele, portanto, não se pode pensar em algo simplesmente dado de uma coisa corporal (o corpo humano) “dentro” de um ente simplesmente dado. O serem não pode indicar que uma coisa simplesmente dada está, espacialmente, “dentro de outra” porque, em sua origem, o “em” não significa de forma alguma uma relação espacial desta espécie; “em” deriva de innan-, morar, habitar, deter-se; “an” significa: estou acostumado a, habituado a, familiarizado com, cultivo alguma coisa; possui o significado de colo, no sentido de habito e diligo. O ente, ao qual pertence o serem, neste sentido, é o ente que sempre eu mesmo sou. A expressão “sou” se conecta a “junto”; “eu sou” diz, por sua vez: eu moro, me detenho junto… ao mundo, como alguma coisa que, deste ou daquele modo, me é familiar. O ser, entendido como infinito de “eu sou”, isto é, como existencial, significa morar junto a, ser familiar com.. . O ser-em é, pois, a expressão formal e existencial do ser da presença que possui a constituição essencial de ser-no-mundo. (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 100)

A partícula “em” em “ser-em” reveste significações múltiplas que correspondem às tantas maneiras distintas de se comportar, de se conduzir, de se colocar, de modo autônomo, mas irredutível ao aspecto cognitivo. A diversidade de modos de se portar guarda, no entanto, um denominador comum, uma estrutura existencial comum: a ocupação (Besorgen). Em seu sentido ontológico, todas as maneiras de se portar manifestam um modo de ser fundamental: a cura (Sorge). “(…) entendida ontologicamente, o Dasein é cura” (ibid., p. 95).

De acordo com o que foi dito, o ser-no-mundo não é uma “propriedade” que a presença às vezes apresenta e outras não, como se pudesse ser igualmente com ela ou sem ela. O homem não “é” no sentido de ser e, além disso, ter uma relação com o mundo, o qual por vezes lhe viesse a ser acrescentado. A presença nunca é “primeiro” um ente, por assim dizer, livre de serem que, algumas vezes, tem gana de assumir uma “relação” com o mundo. Esse assumir relações com o mundo só é possível porque a presença, sendo-no-mundo, é como é. Tal constituição de ser não surge do fato de, além dos entes dotados do caráter da presença, ainda se darem a depararem com ela outros entes, os simplesmente dados. Esses outros entes só podem depararse “com” a presença na medida em que conseguem mostrarse, por si mesmos, dentro de um mundo. (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 103-104)

O que é este mundo? Uma coleção ou a totalidade dos entes, incluindo a pessoa, seria uma descrição ôntica. O mundo na expressão ser-no-mundo faz parte de um existencial do Dasein, se apresenta como um modo de ser do Dasein. Os entes intramundanos pressupõem o mundo. Não são eles que descrevem o mundo, mas o mundo que os explica. O mundo não é uma coleção de entes, ele é o mundo do Dasein: o ser do mundo é um momento constitutivo do ser do Dasein.

Nem um retrato ôntico dos entes intramundanos nem a interpretação ontológica do ser destes entes alcançariam, como tais, o fenômeno do “mundo”. Em ambas as vias de acesso para o ser “objetivo” já se “pressupõe”, e de muitas maneiras, o “mundo”. (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 111)

Como afirma Greisch (1994) porque não se falar então de pluralidade de “mundos” no qual se vive, como mundo acadêmico, religioso, comunitário, etc. Cada um destes mundos seria compreendido pela relação que se entretêm com ele. Justamente na abstração desta relação é que é possível investigar a “mundanidade” enquanto modo de ser do Dasein. A mundanidade se revela ontologicamente a partir da analítica existencial do Dasein (Pasqua, 1993).

“Mundanidade” é um conceito ontológico e significa a estrutura de um momento constitutivo do ser-no-mundo. Este, nós o conhecemos como uma determinação existencial da presença. Assim, a mundanidade já é em si mesma um existencial. Quando investigamos ontologicamente o “mundo”, não abandonamos, de forma alguma, o campo temático da analítica da presença. Do ponto de vista ontológico, “mundo” não é determinação de um ente que a presença em sua essência não é. “Mundo” é um caráter da própria presença. Isto não exclui o fato de que o caminho de investigação do fenômeno “mundo” deva seguir os entes intramundanos e seu ser. A tarefa de “descrição” fenomenológica do mundo é tão pouco clara que já a sua determinação suficiente exige esclarecimentos ontológicos essenciais. (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 111-112)

O ser do Dasein “ex-siste” no mundo. Pois o ser está em exílio, fora de si mesmo, sem abrigo, pro-jetado. Busca habitar e acaba por criar um mundo no qual se re-encontra no Dasein e na manualidade (Zuhandenheit). Evidenciando que “a doação dos desempenhos e das possibilidades de desempenho proporciona os seres à mão, os seres constituídos pela manualidade: os instrumentos, os utensílios, os equipamentos, os dispositivos etc.” (notas em HEIDEGGER, 1986/2006).

Essa manualidade composta por instrumentos, utensílios, ferramentas, que os gregos denominavam pragmata é que põe em evidência o aspecto prático, da apreensão das coisas na ocupação. A primeira abertura do Dasein ao mundo se dá por esta ocupação constitutiva de um mundo da manualidade, onde a “cura” exerce uma “função de apresentação” fundamental (HEIDEGGER, 1979/1985).

Obedecendo a característica manual de qualquer instrumento, é a mão que ativa e mantém operacional a informática diante do ser humano, o que indica uma espécie de “manualidade informacional”: uma relação especial entre Dasein e instrumentos do engenho de representação, que é dada pelo método informacional-comunicacional. Qualquer tecnologia da informação conta com o Dasein que o “anima” e manipula; mesmo que o faça segundo o método de aplicação e os requisitos de operação e de uso, imanentes ao meio de onde a tecnologia emerge à mão.

O ser do instrumento na ocupação se dá como um “servir para”, onde o para não indica apenas funcionalidade, mas remetimento de um instrumento a outro. Esta interdependência dos instrumentos entre eles mostra que um instrumento único é uma incongruência ontológica. O ser do instrumento se caracteriza na dupla referência ao Dasein, do qual depende ontologicamente, e aos outros instrumentos que formam seu “mundo circumdante”, seu meio. Do mesmo modo que aquilo que é tecnologia da informação se caracteriza na dupla referência ao ser humano que a manipula e ao meio técnico-científico-informacional, de onde emerge.

Eis a razão pela qual se torna tão difícil uma contemplação sobre a essência da informática. Sua funcionalidade, indicada pelo “servir para” da tecnologia da informação na ocupação, indica sua utilização como mais natural ao Dasein, que a meditação sobre sua essência. A partir do momento que o ser dos instrumentos informacionais-comunicacionais, enquanto entes disponíveis para uma utilização possível, consiste na manualidade, fica claro que sua natureza é re-velada apenas pela “circunvisão” (Umsicht).

A circunvisão perscruta ao redor segundo as direções para as quais o Dasein, na ocupação permanente diante de um ser que lhe escapa, busca retê-lo no meio que emerge por esta ocupação. Este meio tem o sentido análogo ao que Heidegger (ibid.) denomina Werkwelt (“a mundanidade do mundo é fundada no mundo específico da obra”), um mundo da obra e cujo exemplo privilegiado é o atelier de um artesão.

O conjunto de instrumentos reunidos no atelier não formam o mundo do artesão, assim como o conjunto de instrumentos informacionais-comunicacionais reunidos em uma tecnologia da informação não formam o meio técnico-científico-informacional. Mas tanto o atelier como o meio determinam o instrumento no seu modo de se ofertar e se descobrir para nós. “O mundo ele mesmo não é um ente intramundano, embora o determine de tal modo que, ao ser descoberto e encontrado em seu ser, o ente intramundano só pode se mostrar porque mundo “se dá”.” (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 121).

Deste modo o mundo se manifesta ao Dasein por intermédio do ente disponível. O ser do ente disponível, sua instrumentalidade, consiste nas suas referências implícitas a um conjunto de instrumentos, assim como a atividade do Dasein, que ontologicamente o constitui. As referências de entes a entes constituem, por sua vez, o mundanidade como um sistema de remetimentos. O signo, enquanto ente intramundano pode esclarecer esta afirmação, na medida em que “o próprio ser sinal de… pode ser formalizado e transformado numa espécie de relação universal. Deste modo, a própria estrutura de sinal apresenta um fio ontológico capaz de orientar uma ‘caracterização’ de todo e qualquer ente.” (ibid., p. 120).

A tecnologia da informação é dis-posta como um conjunto de instrumentos informacionais-comunicacionais, que obedecendo a comandos, produzem resultados. Este comércio com o meio técnico-científico-informacional, na circunvisão im-posta pela informática, dá-se através de uma troca de signos, formalizados pela linguagem técnica da informática. Os próprios instrumentos convocados e concentrados na tecnologia, apresentam-se, na interface ser humano e máquina mais atual, como signos de uma funcionalidade, de um “servir-para”.

O sinal não está apenas à mão junto com outro instrumento mas, em sua manualidade, o mundo circundante se torna, cada vez, explicitamente acessível à circunvisão. O sinal está onticamente à mão e, enquanto esse instrumento determinado, desempenha, ao mesmo tempo, a função de alguma coisa que indica a estrutura ontológica de manualidade, totalidade referencial a mundanidade. Ai se enraíza o privilégio desse manual em meio ao mundo circundante ocupado pela circunvisão. (HEIDEGGER, 1988/1998, p. 127)

Todo ente se religa a outro ente, e o mundo não é a soma destes entes, mas o conjunto de relações que se tecem entre os entes. Assim como a Internet se oferece como uma “teia” (web) de relações entre entes informacionais-comunicacionais, reduzindo o mundo circundante à dis-ponibilidade de um meio técnico-científico-informacional. A Internet, enquanto tecedura de uma malha tecnológica de informação e comunicação é, portanto, a “conjuntura” (Bewandtnis) do ser humano “moderno”. Conjuntura entendida como a situação, o processo ou o movimento de realização que já percorreu todo o curso de suas possibilidades de relacionamento, a ponto de se ter instalado num conjunto (WWW – World Wide Web), e com isso, de dispor do máximo grau de suas virtualidades e recursos (ibid., p. 317).

Embora possa ainda soar heresia propor uma releitura dessa constituição ontológica ser-no-mundo sob a perspectiva da simples identidade entre mundo e meio, o mundo circundante (Umwelt), por sua ontologia instrumentalista é aquele cuja análise elaborada por Heidegger, mais se aproxima do sentido requerido e aqui proposto de um meio técnico-científico-informacional.

É preciso entender que a noção de “meio” está atualmente dominada por conotações da biologia, da geografia e da ecologia. Sua aplicação generalizada guarda o viés de sua trajetória conceitual por estas disciplinas. Ou seja, embora se use meio como uma referência tanto ao ambiente humano como ao ambiente animal, as características predominantes nesta noção apontam fortemente para uma definição onde o peso da referência ao mundo animal prevalece.

Mas é exatamente por esta forte conotação com o mundo animal que o termo meio é útil no exame a ser realizado da penúria do mundo circundante reduzido pela tecnologia da informação a apenas um meio técnico-científico-informacional; onde aquilo que Heidegger pensou sobre o animal como “pobre em mundo” pode ser muito elucidativo a respeito deste meio.

Os informatizados de hoje já dão sinal de aprisionamento num mundo pobre de linguagem criativa. Um processo de graves consequências políticas. É que com a avalanche da informatização se vive progressivamente num mundo em que a linguagem natural vai perdendo sempre mais autoridade, num mundo que, em sua tendência histórica, já não necessita das línguas naturais. Pois tudo que o homem conhece, sente, pensa, sabe ou faz, só se torna realmente significativo, só adquire sentido essencial, se houver possibilidade de conversa e diálogo, na medida em que dele se puder falar a partir de sua linguagem. Não há verdade no singular, fora de toda e qualquer envergadura de discurso. Toda verdade é plural. A verdade só se dá por existirmos na linguagem do plural, numa correnteza que nos arrasta para uma convivência de diálogo. Enquanto vivermos, pensarmos e agirmos na Terra, só faz sentido o que pudermos falar uns com os outros, o que puder receber um significado na e da linguagem. O esvaziamento das línguas naturais é uma conjuntura que a informatização progressiva, instalada pela ciência e tecnologia em nosso mundo, traz consigo irremediavelmente. (CARNEIRO LEÃO, 1992, p. 104, grifo meu)

Parece, portanto, soar menos como heresia a tentativa de se articular a noção de meio técnico-científico-informacional com a de mundo na constituição ontológica ser-no-mundo. Com efeito, quando o Dasein se encontra na ocupação específica de uso da tecnologia da informação, como um “informatizado”, o que se tem é uma redução do “ser-no-mundo” a um “ser-no-meio”.

A ocupação informacional-comunicacional absorve de tal modo o Dasein, que restringe seu “mundo imediato” ao meio técnico-científico-informacional. A tecnologia da informação guarda toda sua vocação e sentido pelo que dis-põe de razão e memória humanas, programada e armazenada em seus circuitos, e pelos remetimentos infindáveis que mantém com disp-osições e dis-positivos deste meio, através da “teia” da Internet.

A penúria deste meio, em relação à riqueza do mundo, recupera a reflexão de Heidegger (1983/2003) sobre o animal como “pobre em mundo”. Partindo da oposição entre o círculo do possível e a artificialidade da técnica, Heidegger demonstra que o animal é incapaz de artifício, por ser, ao mesmo tempo, privado de tecnicidade e de abertura ontológica. “Pobre em mundo”, o animal não é privado de relação ao ente, mas nesta relação, o ente não aparece “como tal”, e a relação permanece inaparente. Uma situação não muito diversa do ser humano absorvido pela tecnologia da informação.

No entanto, é preciso sempre evitar, como lembra Heidegger, “a formulação, hoje muito em voga, de que o ser humano ‘tem’ seu mundo”. Não se tem um mundo, como não se tem um meio. Vive-se um mundo, como se vive um meio, consoante este existencial ser-no-mundo do Dasein, conformado e reduzido, no caso da ocupação com o instrumental informático, pelos aspectos técnico, científico e informacional deste meio, em uma situação de “pobre em mundo”.

Não se trata de pregar uma autonomia da tecnologia da informação ou um determinismo tecnológico, muito menos de se apressar em afirmar que o condicionamento do meio técnico-científico-informacional, ditado através da tecnologia da informação, orienta o conhecimento dos entes intramundanos, as novas problemáticas da vida, o portar-se diante das situações, a própria consecução das atividades humanas.

Esse contexto de fundamentação dos modos de ser-no-mundo constitutivos do conhecimento do mundo evidencia que, ao conhecer, a pre-sença adquire uma nova posição ontológica, no tocante ao mundo já sempre descoberto. Esta nova possibilidade ontológica pode se desenvolver autonomamente, pode se tornar uma tarefa e, como ciência, assumir a direção do ser-no-mundo. Todavia, não é o conhecimento quem cria pela primeira vez um “commercium” do sujeito com um mundo a nem este commercium surge de uma ação exercida pelo mundo sobre o sujeito. Conhecer, ao contrário, é um modo da pre-sença fundado no ser-no-mundo. É por isso também que, como constituição fundamental, o ser-no-mundo requer uma interpretação preliminar. (HEIDEGGER, 1986/2006, p. 109, grifo meu)

A ocupação no uso da tecnologia da informação é uma imersão abaixo do mundo imediato, em um meio técnico-científico-informacional. A “doação dos desempenhos e das possibilidades de desempenho” proporciona os instrumentos reunidos no engenho de representação, que, por sua vez, está inserido em e pertence a uma rede de remetimentos a outros tantos instrumentos constituídos pela “manualidade informacional-comunicacional”. Com o avanço da informatização, é possível parafrasear Stiegler (1994, p. 276), afirmando que esta nova manualidade informacional-comunicacional é constitutiva do ser-no-mundo.

A Internet é o resultado mais atual desta manifestação, uma “teia” ao nível global (world wide web) atendendo uma coletividade de privilegiados com acesso a mesma, e um meio na ocupação informacional-comunicacional de um Dasein qualquer. Assim como diz o ditado popular, “bicho de goiaba, goiaba é”, a tecnologia da informação é o meio técnico-científico-informacional, e este meio é a tecnologia da informação. É alto demais o risco de “inautenticidade” do Dasein na forte acentuação do “impessoal” neste meio.

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