Arthur Lovejoy (1873-1962)

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CITAÇÕES

"O resultado foi a concepção do plano e da estrutura do mundo que, por toda a Idade Média e até o final do século XVIII muitos filósofos, a maioria homens da ciência e, de fato, os homens mais eruditos, aceitariam sem questionamento — a concepção do universo como uma “Grande Cadeia do Ser”, composta de um imenso ou — segundo a estrita, mas raras vezes rigorosamente aplicada, lógica do princípio de continuidade — de um número infinito de elos dispostos em ordem hierárquica, desde a mais ínfima espécie de existentes, que mal escapava da não-existência, passando por “cada grau possível”, até o ens perfectissimum — ou, numa versão de algum modo mais ortodoxa, até a mais alta espécie possível de criatura, entre a qual e o Ser Absoluto se admitiu haver uma disparidade infinita —, cada uma delas diferindo daquela imediatamente superior e da imediatamente inferior pelo “menor” grau de diferença “possível”." (LOVEJOY, Arthur. A Grande Cadeia do Ser. Um Estudo da História de uma Ideia. Tr. Aldo Fernando Barbieri. São Paulo: Editora Palíndromo, 2005, p. 62-63)

"Logo depois da palavra "Natureza", "a Grande Cadeia do Ser" era a fórmula sagrada do século XVIII, desempenhando um papel um tanto análogo ao da abençoada palavra "evolução" no final do século XIX." (ibid., p. 182)